Engenharia Ambiental

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ENGENHARIA AMBIENTAL

 

O engenheiro ambiental tem a função preservar os recursos naturais e proteger a saúde humana, procura criar mecanismo no sentido de reduzir os danos causados pelas atividades humanas ao meio ambiente.

A palavra meio ambiente encontra-se hoje, bastante divulgada em todas as classes social no Brasil.

Porém, sua proteção é ainda incipiente, isto se deve a inúmeros fatores, tais como:

  1. Primeiramente sua implementação choca-se contra hábitos arraigados;
  2. Vão ao encontro das tradições culturais;
  3. A ignorância sobre tal conhecimento é patente, isto se deve a falta de educação do povo;
  4. Temos os interesses políticos e econômicos que possui uma força exorbitante para que seja implementadas as ações necessárias;
  5. E na maioria das vezes o poder público não dar o devido valor ao engenheiro ambiental;
  6. Dentre outros.

Portanto não se trata de falta divulgação, sobre a proteção do meio ambiente, pois o nível de conscientização popular e de envolvimento acadêmico e institucional nunca foi tão alto, mas ao questionarem o atual modelo de civilização os ambientalistas atraíram uma sonora e poderosa legião de críticos comprometidos com o “status quo” e outro tanto de céticos.

Inserido neste contexto encontramos a sustentabilidade termo bastante usado e em moda que visa definir as ações e atividades humanas que buscam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações, ainda é incipiente dentro do contexto global.

Ou seja, sustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

No mundo já temos inúmeras ações relacionadas a sustentabilidade, merecendo destaque:

a) Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário;

b) Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica;

c) Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;

d) Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento;

e) Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar;

f) Criação de atitudes pessoais e empresariais voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo;

g) Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia;

h) Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos e ou contaminados.

A demanda crescente por simples espaço de habitação e por alimentos, necessitando-se cada vez maiores áreas para expansão urbana, agricultura e pecuária, a expensas das áreas virgens, isso tem uma série de outros efeitos danosos ao meio ambiente. Em 1800 a população da Terra estava em torno de 1 bilhão de pessoas, hoje já vivem cerca de 7 bilhões – Verdadeira Explosão Demográfica.

As áreas urbanas hoje consomem mais de 65% da energia disponível e geram 70% dos gases que produzem o chamado “efeito estufa”, principalmente o gás carbônico oriundo da queima de combustíveis fósseis. Esses gases formam uma camada isolante na atmosfera que impede a dissipação do calor, provocando o “aquecimento global”, considerado um dos desafios ambientais mais preocupantes da atualidade e já entendido consensualmente pela comunidade científica como causado pela atividade humana.

Esse aquecimento desencadeia um grande número de efeitos nocivos diretos e indiretos para o meio ambiente e o bem-estar humano, entre eles:

  1. EFEITO ESTUFA: O derretimento das calotas polares e a expansão térmica das águas, resultando na elevação do nível dos oceanos, ameaçando o futuro das regiões litorâneas, onde se localiza um vasto número de aglomerados urbanos;
  2. CATÁSTROFES NATURAIS: A Mudança no padrão dos ventos, e um provável aumento na ocorrência ou na intensidade de episódios de tempo severo, como ondas de calor ou frios extremos e ciclones tropicais, eventos que frequentemente resultam em perdas de vidas, impactos ambientais adicionais ou destruições significativas;
  3. DESTRUIÇÃO DA FAUNA E FLORA DOS OCEÂNICOS E DESERTIFICAÇÃO DAS ÁREAS SUBTROPICAIS: A acidificação e desoxigenação dos oceanos, afetando toda a vida marinha e comprometendo os estoques de peixes, moluscos e crustáceos para consumo humano. A alteração da pluviosidade e ao aumento da temperatura, a redução nos mananciais de água doce em regiões de baixa altitude e média latitude influencia na mudança no regime de chuvas em todo o mundo, afetando negativamente a agricultura, as pastagens e a produção de alimentos, potencializando a escalada da pobreza e da fome, e implicando o uso mais intenso de recursos tecnológicos, pesticidas e adubos nas plantações, o que eleva os custos de produção, contamina o ambiente e causa dano à saúde dos consumidores.
  4. AUMENTO DE DOENÇAS: Aumento na incidência e mudanças na distribuição geográfica de várias doenças, especialmente as cardiorrespiratórias, infecciosas e as ligadas à má nutrição e ao sedentarismo, elevando significativamente os custos com a assistência médica e social;
  5. URBANIZAÇÃO: São inúmeros os impactos causados pela falta de planejamento na maioria das cidades brasileiras, afetando o meio ambiente de outras formas, destacando-se:

5.1) Impermeabilizando os solos, e com isso causando um aumento nas inundações e deslizamentos de terra e interferindo nos microclimas locais, formando as chamadas as chamadas “ilhas de calor”, que podem experimentar até 6ºC acima das regiões vizinhas;

5.2) Construções imponentes que exige um enorme volume de matérias-primas para construção das suas edificações e infraestruturas, que muitas vezes são usadas apenas para satisfazer luxos dispendiosos e com baixos níveis de reciclagem, quando não são simplesmente desperdiçados em métodos ineficientes de construção;

5.3) Elevação da demanda de energia, o que repercute como mais perdas de áreas virgens para construção de usinas hidrelétricas, mais perdas de áreas de cultivo de alimentos para plantio de fontes de biocombustível, e mais minas de carvão e poços de petróleo capazes de provocar dano ambiental em sua extração, refino e distribuição, ou em acidentes. Calcula-se que no ano de 2009 foram lançadas ao mar 1 milhão de toneladas de petróleo em acidentes ou nos procedimentos rotineiros de lavagem dos tanques dos navios cargueiros, com sérias consequências ambientais e para a saúde humana;

5.4) Ocupação de encostas de morros por favelas é um problema social e ambiental gerado pela pobreza e pelo subdesenvolvimento;

5.5) Poluição do o ar, água e solo com emissões industriais, fumaça automobilística, esgotos e lixo, com efeitos deletérios diretos sobre a biodiversidade. A poluição química do ar provoca doenças humanas e, levada pelos ventos, prejudica pessoas e ecossistemas que podem se localizar muito longe da fonte poluidora, além de formar a chuva ácida, igualmente danosa. Nas próprias cidades a concentração aérea de material particulado, junto com nevoeiro, pode gerar episódios de smog, também ameaçando a saúde. Seus componente como o clorofluorcarbonetados, usados no fabrico de geladeiras, espumas sintéticas e sprays, produzem uma redução na camada de ozônio, permitindo a penetração mais intensa de radiação ultravioleta, que pode causar mutações genéticas. No homem, as mutações podem desencadear câncer de pele e doenças do sistema imunológico, e na natureza suas consequências são imprevisíveis. A poluição da água compromete a saúde e o abastecimento humano e danifica a vida aquática, também com efeitos de larga distribuição, e a poluição do solo é da mesma forma origem de doenças e também desequilibra os ecossistemas terrestres;

5.6) Redução de áreas verdes e favorecendo a ocupação inadequada do solo, como na formação de favelas nas encostas instáveis de morros, onde habitam populações da mais baixa renda que não têm outra opção de moradia, fenômeno observado em muitas das grandes cidades. Trechos desses aglomerados habitacionais desordenados não raro acabam desmoronando, principalmente durante chuvas fortes, com mortes e ferimentos de pessoas e perdas materiais. Além disso, as favelas não possuem sistemas adequados de coleta de lixo e esgotos, o que acaba por baixar uma qualidade de vida já precária e contamina o ambiente;

5.7) Introduções voluntárias ou involuntárias de espécies invasoras, tais como animais de estimação e plantas ornamentais exóticas, em ecossistemas nativos. Como muitas vezes não encontram predadores naturais, podem se multiplicar rápida e intensamente, competindo com a biodiversidade local e propiciando o surgimento de pragas e doenças, acarretando os prejuízos econômicos causados pela introdução de espécies invasoras chegam a 1,4 trilhões de dólares;

5.8) Além da depreciação do valor estético das paisagens.

A implantação da sustentabilidade é de suma importância, o engenheiro ambiental tem grande importância dentro desse contexto, onde o maior benefício é salvação da raça humana no planeta.

A adoção de ações de sustentabilidade garante a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.